terça-feira, 22 de Julho de 2014

O que eu aprendi nestas férias

- Acabaram-se os dias inteiros na praia com meia dúzia de sandes e uns sumos de pacote;
- Não vale a pena inventar muito e querer ir para sítios muito lindos, muito diferentes: a única forma de passar férias descansadas com um bebé é numa casa alugada que fique perto da praia;
- Dormir num quarto de hotel com uma criança é uma merda. Não podemos sair do quarto e deixá-la sozinha ao estilo Maddie e ela não dorme enquanto lá estivermos porque só quer brincar;
- Há uma razão para o interior de Portugal não ser muito procurado em termos turísticos mesmo tendo paisagens muito bonitas: está tudo mal feito e mal aproveitado. Aluguei um bungalow na barragem de Castelo de Bode e vim embora minutos depois de ter chegado. Não havia uma única sombra na praia fluvial e a "praia" era uma jangada de madeira no meio da água sem protecção nenhuma. Mesmo bom para crianças. O bungalow era muito giro mas não tinha espaço exterior, estava para lá encarrapitado no alto, nem uma cadeirinha cá fora para ver as vistas. E ainda me obrigaram a fazer o check in num hotel a uns bons quilómetros dali (e claro que só avisaram depois de lá termos chegado);
- Tenho de estudar melhor este país e descobrir sítios bonitos, com água, baby friendly (sim, estou a pedir ajuda);
- Às vezes, uma noite num sítio cinco estrelas sem bebés é tudo o que é preciso;
- Quando se tem filhos cansa mais estar de férias do que trabalhar, principalmente se a criança aos 11 meses já andar sozinha de um lado para outro com quedas potencialmente perigosas a cada dez passos.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Crazy pillow lady

Entrei na loja da Molaflex de vestido de praia comprido e esvoançante, com florinhas, meio a dar para o hippie, de saco enorme da Fnac ao ombro e a minha almofada lá dentro. Pedi licença ao empregado que me deixasse deitar numa das camas com a minha almofada e com uma da Tempur, que diz que é feita com a tecnologia da Nasa, deve ser deve, para ver se há assim tanta diferença que justifique 125€. Não cheguei a uma conclusão específica fiquei só com a ideia de que era um pouco melhor. Bom, bom era que me deixassem dormir com ela uma semana para ver se deixo de acordar com mais dores do que uma idosa de 90 anos. Voltei a sair de saco ao ombro e sem Tempur mas disse ao senhor que ia pensar muito e ler coisas sobre a almofada porque já vou na terceira e não há latex, viscoelástico ou tubinhos de policoisonãoseiquê que me valhem.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Ai Jesus é Verão

Hoje abalo para Castelo de Bode para uns dias à beira de água com sol e calor e comida boa e filha e marido, tudo bom, tudo tão bom que para ser melhor só mesmo ter os amigos connosco mas ainda não é este ano.
Chega o Verão e dou por mim a engolir cerejas e melancia e sardinhas como se não houvesse amanhã, tenho mais ou menos três meses para ir à praia e abastecer-me de todas as coisas que só existem nesta altura e só de pensar nisso fico ansiosa e triste o que é bastante estúpido quando penso nisso.
Tenho de repetir para mim "um dia de cada vez" como uma espécie de mantra e a coisa lá resulta e tudo o que existe é o hoje e é isso que tenho de aproveitar e pronto.
Melancia, praia, cerejas, sardinhas. Cerejas, sardinhas, praia, melancia. E uma filha que adora água. Não preciso de mais nada nesta vida. Nada desta vida.

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Esta coisa da liberalização do mercado das energias

É uma hipocrisia do cara***. Continuam a ser os mesmos que controlam tudo. A única coisa que mudou foi o atendimento que passou a "agora não podemos fazer contratos, tem de ligar para outro número" e o tempo de espera. Pedimos gás à EDP há cinco dias e ainda andamos a tomar banho de água fria. Puta que pariu.

27/52*





























*Especial 11 meses

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

O universo está a tentar dizer alguma coisa

Homens bons, mas mesmo bons, morrem cedo de mais e deixam mulher e filho incríveis.
Três miúdos apalpam uma menina até ela ficar com as mamas negras, tocam-lhe em todo o lado, lambem-na, beijam-na e mordem-na à força e de repente transformam-se em vítimas porque não houve penetração. 
O universo quer dizer que recompensa os maus, não é?

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

O Ramone

À pergunta "e o Ramone?" que muitos leitores fizeram depois de ler que eu iria mudar de casa, a resposta é óbvia: o Ramone também vai. Para onde mais é que ele iria?
O Ramone, que já foi o pior cão do mundo mas agora não, é parte da família. A Amália adora-o, ele já começa a gostar mais dela e sei que não falta muito para serem melhores amigos.
O Ramone é o nosso cão. Há sempre lugar e espaço para ele.

segunda-feira, 30 de Junho de 2014

O verão e as mamas descaídas

Gostava muito de ter escrito este texto da Rititi  mas como sou uma mariquinhas fui adiando o dia em que descreveria as minhas aventuras na praia depois de ser mãe. E também porque não o conseguiria fazer com tanta piada.
A verdade é que depois da minha filha nascer aconteceram coisas esquisitas no meu corpo e nem todas foram positivas. Se por um lado me dizem que fiquei mais bonita (mas também pode ser porque deixei crescer o cabelo) e boa (não sei que pensar disto), por outro, no lugar onde um dia moraram duas mamas firmes, está um peito triste e deprimido que quer desesperada e claramente atirar-se para o chão.
As pobres, depois de terem triplicado de tamanho durante a gravidez e assim se terem mantido, orgulhosas, obscenas, assustadoras, durante os primeiros meses de pós parto, esvaziaram como dois balões. Em vez de mamas tenho outra coisa, mais mole e descaída e que tende a fugir por todos os lados. Ainda estou para saber como é que duas coisas tão pequenas conseguem estar em tantos lados onde não devem. Com uma filha pequena, que ainda não anda e mede uns 70 centímetros se tanto, ainda se torna mais divertido. De repente toda a minha roupa se tornou demasiado decotada - mesmo não o sendo - e reveladora. Como me baixo cerca de 350 vezes por dia (apanha criança, põe criança no carrinho, aperta fivela do carrinho, tira criança do carrinho, põe criança no chão, apanha chucha que caiu, apanha urso de peluche que caiu, apanha livro que caiu, volta a tirar criança do chão) e as minhas mamas já não enchem as blusas e t shirts como antigamente, fico para ali exposta ao mundo com o meu marido a dizer "tem cuidado com essa camisola" enquanto se ri e faz um sinal com a cabeça na direcção do meu peito.
Ir para a praia de biquini é quase patético e idiota porque cada vez que pego na miúda ao colo tenho de verificar se:
1) com o movimento sobe e desce de apanha filha e instala-a na anca, uma das mamas não aproveitou para sair em liberdade;
2) a miúda não se agarrou com toda a força de que é capaz à fita que prende o biquíni ao pescoço (e ela é extraordinariamente forte para um ser tão pequeno);
3) a parte debaixo das mamas não está espreitar aproveitando o facto de o biquíni ter subido porque, coitado, não tem como se segurar uma vez que o material é insuficiente.
Depois disto tudo convém ter atenção à parte de baixo que normalmente é de atilhos e que constitui uma divertida brincadeira para a petiza que gosta de puxar e perigosa para a mãe que, em podendo escolher, prefere não ficar nua na praia.
Além desta canseira toda é preciso encher baldinho com água, ir à beira mar para a miúda molhar os pés, tentar dar um mergulho rápido, dar o lanche matinal da criança e carregar tudo de volta para o carro.
Assim sendo cheguei à conclusão de que um fato de banho vai resolver metade dos meus problemas mantendo controladas as minhas carnes flácidas e dando a merecida ilusão de que estou elegantérrima.