quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

A mãe hoje ficou em casa

550 km depois, muita chuva e mau humor, uma sandes mista ao almoço, fome, desconforto generalizado, criança chora muito. Mãe e pai vão para hospital porque os dentes não podem doer assim tanto ou causar mau (péssimo, credo) hálito. Criança tem aftas na garganta e boca. Criança não quer comer. Criança não quer dormir. Criança chora. E a mãe não foi trabalhar, ficou com ela enroscada no colo como deve ser.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Como se sentir a pior mãe do mundo em três tempos

- a educadora liga e diz que a criança está com febre e que mal comeu, coisa estranha para a pequena debulhadora que criança costuma ser. Vai o pai buscá-la porque a mãe não pode deixar o trabalho. 
- criança vomita a meio da noite porque tem muita expectoração, criança chora de dores porque tem 30 dentes a nascer ao mesmo tempo. Mãe dá colo e criança adormece agarrada à mãe. Mãe pensa que se for preciso fica assim a noite toda mas a verdade é que também precisa de dormir.
- mãe sai de casa cedo debaixo do dilúvio antes de criança acordar porque mãe tem uma reportagem estúpida. Mãe quer ficar em casa com filha doente mas mãe não pode. Mãe está dentro do carro à espera de uma colega que se atrasou e mãe sente-se miserável. 

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Dingo's got my baby

Nos EUA esta frase é uma piada graças a sitcoms como Seinfeld e Frasier. A história desta expressão, que deverá ser dita com sotaque australiano, vem de 1980 quando uma bebé de 9 semanas desapareceu de um acampamento sem deixar rasto. A mãe disse que um Dingo lhe tinha levado a bebé mas ninguém acreditou e ela foi considerada culpada de matar a filha: os Dingos são fofinhos e ela era mais atraente do que seria de esperar de uma mãe em sofrimento. 30 anos depois, a confirmação: um Dingo matou mesmo a bebé.

sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Fleetwood Mac, bitch

Vou poder riscar a primeira coisa da lista de coisas que quero fazer até aos 40 anos.

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Fleetwood Mac - On with the Show
The O2, London, 
Wed 24 Jun 2015, 19:00 

E estou aqui que não me aguento de alegria. Já é Junho?

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

A Sara e a grande infelicidade de ser magra e bonita

Sara, queridinha, arranja qualquer coisinha para fazer. Pode ser voluntariado, ver televisão, ir às compras, babysitting. Qualquer coisa, só não maces as pessoas. Agora vai lá vestir-te e pára com essa coisa de estares sempre a tirar selfies e a dizer que sofres muito porque és magra e que as pessoas são más. É cansativo. E um bocado parvo porque o que estás a dizer ao mundo é "nem imaginam a quantidade de gente que tem inveja deste corpinho magro". Experimenta ter 100 quilos e vais ver o que é ser gozada. Bulliyng? Com esse palmo de cara e essa barriga lisa? Não me fodas. Eu um dia conto-te o que é bullying.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Aquela coisa do primeiro amor

É mais ou menos como a droga - os viciados passam a vida à procura da mesma sensação que tiveram a primeira vez que consumiram. No amor é o mesmo, para algumas pessoas. Andam uma vida inteira à procura da vertigem que sentiram a primeira vez que amaram alguém. As dores de estômago, o coração a bater mais depressa do que o que é recomendado pelos médicos, as noites sem dormir, as horas ao telefone, desliga tu, não, tu primeiro, a vontade de morrer nos braços daquela pessoa tal é o amor que se sente. Replicar isto é impossível. É preciso uma boa dose de ingenuidade, de crença absoluta, de disponibilidade mental e emocional para sofrer os horrores (e as alegrias) do primeiro amor. Nunca mais se ama como daquela primeira vez. Tentamos convencer-nos que assim é melhor, ninguém aguenta tanta palpitação, tanto tempo de estômago apertado, tanta incerteza, loucura, cegueira, desassossego. Tentamos convencer-nos que assim é melhor, um amor tranquilo, cúmplice, confortável, seguro. Mas no fundo, bem no fundo, caladinho que nem um rato, queremos sentir outra vez - mais uma vez que seja - a vertigem, a entrega total sem pensar em mais nada porque mais nada importa. O calor a consumir cada minuto do dia.
A filha de uma colega de trabalho sofreu um desgosto de amor. Tem o coração partido, amachucado, quase em cinzas. O primeiro amor da vida dela acabou, não porque ela já não o ame mas porque ele é uma besta. E mesmo depois de ter sido traída muitas e muitas vezes ao longo de quatro anos (ela só tem 20), depois de muitas desilusões, ela acabava nos braços dele porque aquela sensação - aquele fogo no coração - valia por tudo. Diz ela que tem medo de nunca mais voltar a gostar de ninguém como gosta dele. Todos temos, miúda. Todos temos.

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

PÁRA TUDO!

"Terá Mary-Kate Olsen feito uma operação plástica?", pergunta, chocado, Diário de Notícias. 
Caro DN, não te posso responder, desculpa. 
Visivelmente incomodado com toda esta mudança DN acrescenta: "Mary-Kate Olsen é o mais recente caso de uma figura pública que choca por surgir com visíveis transformações físicas que indiciam o recurso a cirurgia plástica ou outro tipo de intervenções estéticas." Mary-Kate devias ter vergonha por andares a chocar assim as pessoas. Fosses minha filha e apanhavas um par de tabefes que te virava. Não se pode contar com ninguém, pá, primeiro foi a outra do diário da Bridget Jones e agora tu fazes uma desfeita destas ao mundo? Como é que eu agora vou dormir de noite, Mary-Kate? Como é que vou trabalhar e concentrar-me noutras coisas, Mary-Kate? Como é que vou fazer o jantar, estender a roupa e fazer sopa para a miúda, Mary-Kate?  

Nervos

Sabem aquelas pessoas que discordam de tudo o que dizemos a toda a hora até das merdas mais insignificantes tipo "a comida de X sítio está uma porcaria"? Puta que pariu.

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Medo

Primeiro Ébola, agora Legionella. O Universo está a dizer-nos coisas e não é "curto bué de vocês".

Verdadeiro ou falso

Fiz um jantar com amigos, fui ao cinema, fui à BD Amadora, bebi uns copos à noite e pé de dança a seguir, brunch, piquenique no parque e sofá a ver séries e a dormitar. Só que não.