quinta-feira, 18 de junho de 2015

Como diz o Marc Maron

Sabes que uma loja é hipster quando não percebes bem o que vende.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ouçam o que vos digo #3

Aquelas fitas de usar na testa são um bocado parvas e extremamente desconfortáveis. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ouçam o que eu vos digo #2

Não acreditem quando vos disserem que o bacon também fica bom em versão doce.

Ouçam o que eu vos digo

Há poucas coisas nesta vida tão boas como iogurte grego e abacate.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Conspiração

Este país anda cheio de ranho, narizes e brônquios inflamados, secreções verdes, tosse, espirros, ouvidos entupidos e a doer. Mas disso ninguém fala, não é?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A minha vida é tropeçar em brinquedos

Tenho legos em todas as divisões da casa, livros infantis em cima do meu móvel, da mesa de cabeceira, na estante do corredor, em cima da mesa da sala. Tenho livros insufláveis na banheira, um regador de plástico e um pato amarelo. Um carrinho de bebé de brincar estacionado na cozinha, às vezes no corredor e às vezes no sofá da sala. Tenho bonecos na bancada da cozinha ao pé da tábua de cortar, cubos de encaixar no cesto das cebolas, um bebé vestido de cor de rosa sempre no meu caminho, copos de plástico, garrafas com bonecos cheias de água que ela espalha pela casa. Tenho tachinhos e frigideiras miniatura em cima da mesa da sala e uma pandeireta no sofá.
Pensei dizer alguma coisa sobre isto mas alguém o fez muito melhor do que eu: com fotografias do caraças.  Eu ia gamar uma para ilustrar este post mas não dá. Basicamente é isto, mas com menos princesas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

*Suspiro*

Há muitas coisas que me aborrecem, entristecem até. O novo canal PAGO feito especialmente para cães; o facto de as mini meias transparentes não serem assim tão transparentes quanto isso; os vídeos de animais fofinhos no facebook com os comentários "e ainda dizem que os bichos não têm sentimentos" ou "são melhores do que as pessoas"; adultos a andar de bicicleta em cima do passeio (é só até aos 12 anos, malta); cogumelos em lata; sopa de ervilhas. Mas o que me aborrece mesmo é ter demorado tanto tempo a perceber como é que se pagam as putas das scuts que tive de desembolsar 300 euros em multas (eram 0,97 cêntimos a multiplicar por meia dúzia de vezes que se transformaram numa fortuna em menos de nada). Isso, parecendo que não, entristece-me muito.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Engolir em seco ou de como o IRS me deprimiu

Ontem fiz o IRS e não queria acreditar que depois de todos os impostos que pago, do ordenado espremido por isso, das despesas que aumentaram porque agora além da saúde e da renda também temos despesas de educação, ter filhos é isto. Não queria acreditar no que ia receber de volta ("e tens sorte é de não pagar"), a miséria que é menos de metade do que recebemos o ano passado. Aquela coisa dos casais com filhos serem beneficiados no IRS deve ter sido a brincar, os incentivos à natalidade também até porque nunca os vi, não sei onde andam a não ser na Suécia e naqueles países frios lá do norte com rankings de felicidade que toda a gente já sabe.
Fiquei com vontade de partir esta merda toda que é sempre a primeira vontade que tenho mas depois fiquei tão triste e desiludida, com pena de nós todos por termos o azar de ter este país assim, com estes governos e estas gentes - porque às tantas o problema deve estar no sangue de todos nós, não há como fugir, não é o Governo que atrai pessoas mal formadas, as pessoas mal formadas somos todos, todos a ver quem se safa melhor - de termos de andar sempre a contar trocos, de não conseguirmos juntar nada para o futuro (que futuro?) de não podermos ter os  filhos que queríamos. Estou tão triste com o pouco mais de ordenado mínimo que vou receber na volta do IRS e depois li esta crónica  e engoli em seco.
A injustiça de tudo deixa-me de estômago à banda, estes esforços que fazemos todos os dias para ter uma vida fixezinha - porque se há mês em que a tornamos bué fixe a conta entra em negativo - não são vistos por ninguém, a ministra das Finanças não me agradece pelos impostos que pago sem receber quase nada em troca e a vida segue, o céu está azul, as pessoas vão para a praia e já está tudo bem, é quase Verão.
E para o ano a creche vai aumentar porque o meu ordenado também aumentou e bem vistas as coisas os aumentos são psicológicos, como o frio, porque o dinheiro só tem a capacidade de diminuir.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dark side

O lado negro da força é forte em mim. Hoje quero gritar para que me deixem em paz, morder e dar cabeçadas. Não falem comigo, não venham ao pé de mim, não me façam cenas nem ponham em causa cada porra que sai da minha boca. É segunda-feira, saí de casa a correr, levei a miúda ao hospital, não comi até chegar ao trabalho, não acabei de me arranjar como queria, não trouxe o almoço. Tenho a roupa amachucada porque a miúda fez 30 birras e tentou escapar do meu colo como um cabrão de um peixe acabado de pescar, pisou-me os braços enquanto tentava trepar por mim acima, onde queria ir é um mistério. Por favor não me digam nada a menos que eu fale primeiro. Não estabeleçam contacto visual comigo. Não me chamem.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Skinny hate

Acabou-se, não dá, não quero mais. Não quero pernas apertadas, circulação comprometida, pernas às manchas, geladas, com comichões, agachamentos quase impossíveis só para andar de skinny jeans, armada em boa. Não aguento mais. Quando tinha 16 anos usava as calças tão apertadas, tão apertadas que um dia pus-me de cócoras e as costuras rebentaram. Foi hilariante (na altura foi uma vergonha). Acabou-se, tenho 35 anos e já não tenho nada a provar no que diz respeito ao meu corpo, outras que se preocupem com isso. Na verdade nunca se tem nada a provar, diz-nos a voz da razão lá ao longe, mas os humanos são assim, é às mulheres que cabe mostrar as penas e jubas bonitas, se fossemos pavões a vida era mais fácil para nós, os machos que andassem com aquele leque colorido de penas para trás e para a frente, nós cá ficaríamos em tons terra e vidinha descansada, sem pressões.
Tenho um bocado de barriga, não tenho rabo, tenho pernas compridas e fininhas e pés grandes. Gosto de roupa lisa ou com animaizinhos pequeninos ou com riscas, calças de ganga e de preto, deixem-me lá. Não uso decotes nem mostro a barriga, não gosto de calças justas a menos que tenham mais elástico que ganga, não uso saltos, quero lá saber que façam pernas bonitas.